Caso Orelha: verdades e mitos conhecidos até agora
A morte do cão comunitário Orelha, que habitava a Praia Brava em Florianópolis, virou o assunto do momento no Brasil. A maneira brutal como o animal foi morto chocou muita gente. No dia 4 de janeiro, Orelha foi atacado, e laudos revelaram que ele sofreu uma pancada forte na cabeça, provavelmente de um chute ou um objeto duro. Infelizmente, não resistiu aos ferimentos e faleceu em uma clínica veterinária. Com a rapidez das redes sociais, várias informações e boatos começaram a circular, disparando notícias contraditórias sobre o caso e a investigação.
No último domingo, o programa “Fantástico” da Globo trouxe uma reportagem que reuniu depoimentos e imagens para explicar o que aconteceu e qual era o andamento da apuração. Uma das moradoras que cuidava de Orelha falou sobre o episódio e respondeu algumas informações que estavam se espalhando e eram, na verdade, falsas.
O Portal Caiçara fez uma seleção de mitos e verdades que ajudam a esclarecer o que se sabe até agora sobre o caso.
MITO: “Houve eutanásia”
Não há nenhuma confirmação oficial de que Orelha foi submetido à eutanásia. O que se sabe é que o cão faleceu na clínica veterinária em função dos ferimentos que sofreu. Muitas postagens nas redes afirmaram que a eutanásia aconteceu, mas a cuidadora do animal garantiu que isso não foi verdade.
MITO: “Usaram prego para ferir”
Esse boato é um dos que mais circularam, mas a Polícia não encontrou evidências que confirmem isso. Os laudos indicaram que Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, o que poderia ter sido causado por um chute ou algo rígido, como um pedaço de madeira. As versões que falavam sobre o uso de pregos não têm fundamento.
MITO: “A investigação não andou”
A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que já concluiu a investigação e organizou uma força-tarefa que envolveu mais de mil horas de análises de imagens e depoimentos de testemunhas. No final, foi solicitado a internação de um adolescente envolvido e indiciados três adultos por intimidação a testemunhas. O caso agora segue para o Ministério Público e a Justiça.
VERDADE: “Os suspeitos foram para o exterior”
Dois adolescentes foram registrados como estivessem viajando para os Estados Unidos numa viagem que já estava programada anteriormente. Após a identificação dos suspeitos, um deles, considerado o autor do crime, voltou ao Brasil no dia 29 de janeiro, foi interceptado no aeroporto pela polícia.
VERDADE: “A identidade da adolescente suspeita como cúmplice foi confundida”
Maria Eduarda Zampieri Savoldi, de 22 anos, foi erroneamente associada ao caso devido a uma confusão nas redes sociais. Ela não tem ligação com o ocorrido e enfatizou que não estava em Florianópolis no dia do crime. A jovem, junto com sua mãe, contou que vem enfrentando um constrangimento por conta desse erro.
MITO: “Existe um vídeo em que o agressor debocha da morte de Orelha”
Esse tipo de conteúdo também viralizou, mas de acordo com checagens, o vídeo que teria um dos envolvidos falando sobre “vida perfeita” é falso e supostamente criado com Inteligência Artificial. Durante a investigação, o **Portal Caiçara** trouxe detalhes exclusivos, incluindo uma foto da guarita onde estavam os adolescentes, que fez parte das provas do caso.
A situação ainda pode evoluir, afinal, com o processo correndo no Ministério Público e na Justiça, alguns fatos podem mudar. Por isso, sempre é bom se manter informado com fontes seguras e respeitando as documentações oficiais relacionadas ao caso.
