Justiça manda George Henrique e Rodrigo devolverem caminhão
Recentemente, a situação judicial envolvendo a dupla sertaneja George Henrique & Rodrigo e seus ex-empresários da WorldShow Promoções ganhou novos desdobramentos. Os tribunais de Goiás e São Paulo tomaram decisões que complicam ainda mais a vida dos cantores.
De acordo com informações do Tribunal de Justiça de Goiás, a ordem para que a dupla devolvesse um caminhão Scania modelo P320, pertencente à WorldShow, foi mantida. O problema é que os artistas não devolveram o veículo no prazo estipulado de 20 dias. Isso fez com que a Justiça decidisse pela reintegração de posse. E não é só isso: a 6ª Vara Cível de Goiânia permitiu que, se necessário, a polícia fosse acionada para apreender o caminhão, incluindo a possibilidade de arrombamento.
Esse tema já tinha sido revelado com exclusividade pelo Portal Caiçara no ano passado. Naquela época, George Henrique & Rodrigo alegaram que a WorldShow estaria retaliando a dupla em resposta ao rompimento do contrato. Eles afirmaram que o caminhão, utilizado nas turnês, foi comprado com recursos do projeto, mas estava registrado em nome da empresa.
Na decisão atual, o juiz Carlos Eduardo Rodrigues de Sousa apontou que a posse do caminhão se tornou irregular após a rescisão do contrato de agenciamento. Ele ainda enfatizou que a manutenção do veículo em circulação, sem seguro válido desde junho de 2025, representa um risco jurídico para a proprietária. O juiz observou que o Tribunal de Justiça já tinha analisado um recurso da defesa e, de maneira unânime, recusou o pedido, dando apenas um prazo extra para que a logística dos shows fosse organizada. Esse prazo expirou em 12 de janeiro de 2026 e não foi cumprido.
Em outro processo em São Paulo, a 24ª Vara Cível do Foro Central determinou que a dupla fizesse depósitos judiciais de valores relacionados a questões contratuais a partir de junho de 2025. Como esses depósitos não estavam sendo realizados, a juíza Tamara Hochgreb Matos decidiu que 50% dos cachês dos shows da dupla deveriam ser depositados diretamente na Justiça. Caso os contratantes não cumprissem essa determinação, eles poderiam enfrentar responsabilidades pessoais.
Essas recentes decisões mostram que, segundo os juízes, a dupla tem resistido a cumprir ordens judiciais que já foram ratificadas em instâncias superiores. O Portal Caiçara está buscando entrar em contato com os artistas e sua defesa, mas, até o momento, não houve resposta. O espaço permanece aberto para mais esclarecimentos.
