Preparador físico campeão defende grama sintética no futebol

Moraci Sant’Anna é um nome que ressoa nas memórias de quem ama o futebol. Ele vestiu a camisa da Seleção Brasileira em quatro Copas do Mundo: 1982, 1986, 1994 e 2006. Mas isso não é tudo: ele também ajudou o Brasil a levar a taça de campeão em 1994. Além disso, Moraci conquistou a Libertadores e o Mundial de Clubes com o São Paulo, em 1992 e 1993.

Recentemente, em uma conversa descontraída com os jornalistas Weber Lima e Luis Quartarollo, Moraci compartilhou suas opiniões sobre o uso de grama sintética nos campos de futebol brasileiros. Para ele, essa diferença de piso, entre sintético e natural, não é tão grande. Ele comentou: “Uma grama sintética e uma grama natural são muito similares. Eu acho que não atrapalha nada. Quando a grama natural é de qualidade, seguindo o padrão FIFA, é excelente. Porém, nem todos os gramados naturais chegam a esse padrão. Aliás, eles podem ser até mais perigosos em termos de lesão do que um chão sintético, que não tem imperfeições”.

Gramados Sintéticos em Alta

A realidade do Campeonato Brasileiro está mudando. Com os acessos de Athletico e Chapecoense, o número de partidas em gramados artificiais neste ano será mais que o dobro do ano passado. Agora, além do Atlético-MG, Botafogo e Palmeiras, outras equipes também estão adotando esse tipo de campo. Vale destacar que, devido a reformas, o Vasco vai mandar seus jogos no estádio Nilton Santos, o que pode aumentar a quantidade de partidas em gramados sintéticos para 114, um novo recorde!

Sergio Schildt, presidente da Recoma, destacou a importância dessa tendência. “O gramado sintético é uma solução viável, principalmente para a sustentabilidade econômica dos clubes. Hoje em dia, as arenas são projetadas para serem multiuso. Por exemplo, não dá para ter um show e um jogo de futebol no dia seguinte em um gramado natural, pois isso prejudica a qualidade do espetáculo”, afirmou ele. A empresa já foi responsável por mais de dois milhões de m² de grama sintética e tem se destacado com projetos como o Centro de Treinamento do Flamengo.

O Caso do Allianz Parque

O Allianz Parque, em São Paulo, já utiliza gramado sintético desde 2020 e atualmente está passando por reformas para receber uma versão ainda mais moderna deste material. A atualização está em sua quarta fase, conforme o cronograma que prevê seis etapas para completar o projeto. Neste momento, a equipe está regularizando a camada de pedrisco e compactando o solo. Além da troca do gramado, também será feita uma melhoria na drenagem.

A crescente adoção de gramados artificiais é uma realidade compartilhada por vários times da Série A. Hoje, 13 dos 20 clubes da primeira divisão já têm campos de grama sintética para treinos e jogos. E em breve, o Botafogo e o Remo devem se unir a essa lista, ampliando ainda mais essa preferência.

Padrões da FIFA

No que diz respeito às normas e padrões, a FIFA reconhece três tipos de gramados: natural, natural com reforço híbrido e artificial. Para garantir a qualidade, os campos sintéticos precisam se enquadrar em padrões rigorosos. Somente os produtos que atendem a esses critérios recebem o selo de qualidade da entidade máxima do futebol mundial.

O cenário dos gramados no Brasil está em plena transformação, refletindo essa nova abordagem no futebol e criando um ambiente interessante para torcedores e jogadores. A adoção de grama sintética é uma opção que promete mais segurança e versatilidade para os clubes e suas atrações.

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