Veterinário descreve brutalidade no caso do cão Orelha
Durante uma reportagem do programa “Fantástico” no último domingo, novos detalhes sobre a trágica morte de Orelha, um cachorro comunitário de Florianópolis, foram revelados. O veterinário Derli Royer, que atendeu o animal de emergência, compartilhou como Orelha chegou até a clínica, e essas informações são bastante alarmantes.
As declarações de Derli deixam claro que a hipótese de atropelamento ou acidente não se sustenta. Ele destacou que Orelha chegou em estado de “choque”, o que sugere que ele foi vítima de um ataque intencional. Isso corroborou a investigação da Polícia Civil, que está focada em possíveis maus-tratos e crueldade.
O veterinário descreveu a cena como horrenda: “Orelha apresentava lesões na cabeça e em um dos olhos, além de estar desidratado e quase sem movimento”, contou. A equipe médica tentou de tudo para salvá-lo, incluindo soroterapia e manobras de reanimação, mas, infelizmente, os ferimentos eram irreversíveis. “Ele faleceu logo depois”, lamentou Derli.
Quando questionado se os ferimentos poderiam ser resultado de um acidente, o veterinário foi incisivo: “Isso é resultado de uma agressão. Não é um acidente.” A morte de Orelha, um cão dócil que vivia na Praia Brava e tinha cerca de dez anos, deixou a comunidade abalada e gerou protestos, especialmente após informações apontarem que um grupo de adolescentes de classe média alta poderia estar envolvido no incidente.
A história de Orelha não é apenas sobre a perda de um animal querido, mas também um lembrete da necessidade de mais cuidado e respeito pelos nossos amigos de quatro patas. As homenagens ao cachorro mostram o quanto ele foi amado e a urgência de se combater a crueldade contra os animais em nossa sociedade.
