Jogador do Bragantino passa por cirurgia cerebral após diagnóstico raro

O lateral-esquerdo Vanderlan, jogador do Red Bull Bragantino, passou por uma cirurgia neurológica em São Paulo e começa agora sua recuperação, segundo o clube.

Na terça-feira (22), o Red Bull Bragantino soltou uma nota informando que Vanderlan foi submetido a um procedimento para tratar uma Malformação Arteriovenosa (MAV). A cirurgia aconteceu no Hospital Beneficência Portuguesa em São Paulo.

O problema de saúde de Vanderlan começou a ser investigado no final do ano passado. Na época, ele teve um quadro infeccioso e queixas de dores de cabeça. Durante os exames, uma alteração nas imagens fez os médicos aprofundarem as investigações.

Após avaliações especializadas e novos exames, o diagnóstico de MAV foi confirmado. Diante disso, os médicos recomendaram a cirurgia. A nota do clube ressaltou que a decisão de operar foi tomada em conjunto entre o atleta, sua família e a equipe médica, em busca da melhor solução possível.

O procedimento foi realizado pelo neurocirurgião Dr. Feres Chaddad, reconhecido na América Latina por tratar casos de MAV. O clube informou que a cirurgia transcorreu sem complicações e que Vanderlan está se recuperando bem. Ele deve voltar aos treinos e jogos nos próximos meses.

O Red Bull Bragantino também manifestou apoio ao jogador durante sua recuperação, desejando uma volta segura aos campos.

O Que é Malformação Arteriovenosa (MAV)?

A Malformação Arteriovenosa Cerebral, ou MAV, é uma alteração congênita nos vasos sanguíneos do cérebro, que geralmente está presente desde o nascimento. Nessa condição, as artérias se conectam diretamente às veias, pulando a passagem pelos capilares. Esses pequenos vasos são importantes para regular a pressão do fluxo sanguíneo.

Essa conexão direta faz com que o sangue circule em alta velocidade e sob pressão elevada, aumentando o risco de hemorragias no cérebro com o passar do tempo. Embora a MAV seja rara e o tratamento possa ser complicado, as opções variam dependendo de características como idade, sintomas e localização da malformação.

O tratamento pode incluir desde acompanhamento médico até intervenções mais complexas, como cirurgia, embolização endovascular ou radiocirurgia. O importante é que essas decisões sejam tomadas por equipes altamente especializadas em centros de referência, sempre visando o melhor para o paciente.

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