Casares é destituído da presidência do São Paulo após impeachment

Na noite de sexta-feira, os conselheiros do São Paulo decidiram por 188 votos a favor que Júlio Casares não é mais o presidente do clube. A votação ocorreu no Morumbi, e muitos torcedores se reuniram em protesto na saída do estádio.

Para que Casares deixasse a posição, eram necessários pelo menos 170 votos entre os 254 conselheiros. Se não alcançasse essa quantidade, ele continuaria no cargo. No total, 223 conselheiros participaram, com a opção de votar presencialmente ou à distância.

A Confirmação do Afastamento

Ainda há um passo a ser dado: a decisão precisa ser validada pela Assembleia Geral, onde os sócios do clube votarão em até 30 dias. A maioria simples, ou seja, mais da metade dos votos, será necessária para confirmar ou rejeitar a decisão do Conselho Deliberativo. Enquanto isso, o vice-presidente Harry Massis Júnior, de 80 anos, assume a presidência interinamente.

Em seu primeiro pronunciamento, Massis disse: “É um dia de responsabilidade. Assumo com respeito à história do clube e à torcida, nosso maior patrimônio. Estamos passando por um momento delicado e precisamos tratar as investigações com seriedade e respeito.”

Investigações em Andamento

Júlio Casares, junto com outros membros da diretoria, é alvo de investigações por supostos desvios de recursos do clube para contas pessoais. A polícia aponta que ele recebeu cerca de R$ 1,5 milhão em depósitos oriundos do São Paulo.

Inicialmente, a defesa de Casares afirmou que esses depósitos eram premiações ligadas ao desempenho da equipe. No entanto, em uma entrevista recente, mudaram a estratégia e alegaram que os depósitos não têm relação com o clube, sendo fruto das atividades do presidente na televisão.

O clima no São Paulo é de grande expectativa e tensão enquanto tudo isso se desenrola.

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