Henri Castelli: como agir ao presenciar uma crise convulsiva
O ator Henri Castelli, que está no camarote do “BBB26”, passou por uma situação bastante grave nesta quarta-feira (14 de janeiro). Ele teve duas crises convulsivas enquanto estava dentro da sede do programa. Após a primeira convulsão, foi levado ao hospital para exames, mas, ao retornar, teve outra crise.
Esse episódio levantou um ponto importante: como agir quando vemos alguém passando por uma convulsão? Para tirar dúvidas e oferecer orientações, o Portal Caiçara conversou com o neurologista Dr. Sergio Jordy, que compartilhou atitudes que podem ajudar e as que devem ser evitadas nessas situações.
O que fazer durante uma convulsão
O primeiro passo, segundo o Dr. Sergio, é manter a calma. É crucial garantir a segurança da pessoa que está tendo a crise. “Deite a pessoa de lado e afaste objetos ou móveis que possam machucá-la. A crise geralmente dura poucos minutos. Afrouxe as roupas dela e, ao mesmo tempo, chame por ajuda. Não coloque os dedos na boca ou na língua”, alerta o médico.
Colocar a pessoa de lado é vital para prevenir engasgos, especialmente com saliva ou secreções. Além disso, uma prática perigosa é tentar abrir a boca do paciente ou segurar sua língua, pois isso pode causar ferimentos tanto na vítima quanto na pessoa que está tentando ajudar.
Cuidados enquanto espera o atendimento
Enquanto a emergência médica não chega, alguns cuidados simples podem fazer a diferença. “Se puder, apoie a cabeça da pessoa em algo macio, como um casaco ou uma bolsa”, sugere o Dr. Sergio. Isso ajuda a minimizar o risco de traumatismos durante os movimentos involuntários da crise.
É comum ficar assustado ao ver algo assim, mas o médico esclarece que, na maioria das vezes, as convulsões não resultam em sequelas permanentes. “A não ser que a crise seja muito longa ou decorra de uma condição mais séria, como AVC ou tumor. A morte súbita sem explicação, conhecida como SUDEP, é rara e geralmente não afeta quem não tem diagnóstico de epilepsia”, explica.
Riscos associados às convulsões
Os riscos, no entanto, aumentam em situações específicas. “Convulsões que duram mais de cinco minutos, crises repetidas sem tempo para recuperação, ou traumas durante a crise têm maior chance de causar danos”, alerta.
Diante deste cenário, é importante que qualquer crise convulsiva seja avaliada por profissionais de saúde, especialmente se durar mais de alguns minutos, ocorrer pela primeira vez ou vier acompanhada de quedas. Ter informações corretas e agir de maneira adequada pode ser fundamental para preservar a vida e evitar complicações.
