Mulher vítima de tubarão em Fernando de Noronha narra o ataque
Tayane Dalazen estava na companhia de uma amiga durante um ocorrido inesperado. O que parecia um dia comum de mergulho em Fernando de Noronha, Pernambuco, se transformou em um incidente que atraiu atenção em todo o país. Na última terça-feira, durante sua participação no programa “Encontro com Patrícia Poeta”, a advogada compartilhou detalhes sobre o ataque de um tubarão-lixa.
Na entrevista, Tayane lembrou do momento em que foi mordida. Ela explicou que, após o ataque, recebeu cuidados imediatos de sua amiga, que é dermatologista cirurgiã. Esses primeiros socorros foram fundamentais para o tratamento, e Tayane contou que retirou a faixa de atadura da cicatriz na segunda-feira (12), pois o ferimento precisava de “respiração” para cicatrizar melhor. Atualmente, ela está sob acompanhamento médico e se sente otimista sobre sua recuperação.
O Incidente no Mar
Durante a atividade de snorkel na Praia do Porto, Tayane e seu grupo tiveram a oportunidade de observar diversas criaturas marinhas, incluindo tartarugas e tubarões. A proposta de se aproximar dos tubarões foi bem aceita por todos, mas a advogada não esperava que um deles iria mordê-la.
Ela descreveu o tubarão como um animal de aproximadamente 2 a 3 metros e destacou que, apesar de ser comum pensar em ataques, esses tubarões são raramente agressivos. “É uma espécie que não costuma morder para dilacerar, então o termo correto é ‘incidente’”, comentou. Tayane reforçou que, ao entrar na água, estava ciente do habitat do tubarão, respeitando todas as orientações dos guias locais.
Infelizmente, antes do ataque, um guia de outro grupo de turistas bateu no tubarão com um cabo, o que pode ter causado estresse no animal. Tayane mencionou que isso pode ter influenciado seu comportamento, gerando uma movimentação que levou ao ataque.
Sentimentos e Reações
Sobre a dor do ataque, Tayane comentou: “Doeu muito, mas o corpo está programado para sobreviver. É uma dor intensa, mas te mantém alerta.” Ela realmente sentiu a adrenalina tomando conta do seu corpo. Durante a conversa, o pesquisador de Noronha, Leonardo Veras, trouxe uma visão complementar, afirmando que bater no animal com a câmera pode ter sido uma ação defensiva, mas que não é considerada uma agressão.
As experiências de Tayane trazem à tona a necessidade de respeitar a vida marinha e a importância de estar ciente dos ambientes que frequentamos. É sempre bom lembrar que, mesmo em momentos de aventura, a segurança e o cuidado são fundamentais.
