Cidades do Vale registram novas demissões na Construção Civil e Caraguá segue contratando

Acompanhando a tendência negativa ao longo do ano, as principais cidades do Vale do Paraíba apresentaram novas demissões no setor da construção civil, segundo uma pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego.

Das sete cidades avaliadas na região cinco somaram, juntas, 278 demissões no mês de julho. A cidade com maior número de demissões foi Taubaté, com 106 demissões, seguida por São José dos Campos (-80), Jacareí (-46), Pindamonhangaba (-45) e Campos do Jordão, que registrou um profissional a menos que no mês anterior.

Em Taubaté, cidade com maior número de demissões em julho, o setor encerrou o mês com 4.714 trabalhadores formais contratados. Se comparado com junho deste ano, a queda foi de 2,20%.

Já em Caraguatatuba, no Litoral Norte, o setor segue em ritmo positivo desde março. No mês de julho foram contratados 243 novos trabalhadores no município, um aumento de 14,57% sobre junho. Em Guaratinguetá o mês também foi positivo, com 220 novos postos de trabalho abertos.

“Essas contratações são pontuais e se devem, em sua maioria, a obras públicas. As demais cidades seguem vivendo o reflexo da crise econômica que segue afetando todo o país. Esperamos a curto prazo uma retomada do aquecimento em nossa região, principalmente em São José dos Campos, com  uma nova Lei de Zoneamento”, destaca o diretor do SindusCon-SP em São José dos Campos, Mário Cezar de Barros.

No Estado de São Paulo

Em julho, houve queda de 0,71% no emprego em relação a junho, com redução de 5,21 mil vagas. O estoque de trabalhadores foi de 736,3 mil em junho para 731,08 mil em julho. Desconsiderando a sazonalidade, houve queda de 0,98% (-7,18 mil vagas).

No período, o segmento imobiliário e de obras de acabamento responderam pelo pior desempenho (-1,01% e 1%, respectivamente).

Na capital, que responde por 44,8% do total de empregos no setor, a queda em julho em relação ao mês anterior foi de 1,06% (-3.525 vagas). Em 12 meses, São Paulo registrou retração de 13,68%.

No Brasil

A construção civil brasileira registrou queda de -1,13% no nível de emprego em julho na comparação com junho – a 22ª queda consecutiva (desde outubro de 2014). Com o fechamento de 31,1 mil postos de trabalho, o saldo de trabalhadores ficou em 2,73 milhões.

Nos primeiros sete meses do ano houve corte de 170,3 mil vagas. Em 12 meses o saldo negativo chega a 468,8 mil empregos a menos. Desconsiderando efeitos sazonais*, o número de vagas fechadas em julho foi de 43,3 mil (-1,57%).

A queda do nível de emprego na indústria da construção está diretamente associada a uma conjuntura econômica ainda recessiva, analisa o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto. “Embora os empresários do setor estejam menos pessimistas em relação ao futuro desempenho das construtoras, a persistência dos juros altos, o desemprego, o declínio da renda das famílias e as restrições à concessão de financiamentos determinam a atual escassez de novos investimentos no setor”, afirma.

Para Romeu Ferraz, cumpre ao governo sinalizar que prosseguirá buscando reequilibrar as contas públicas sem deixar em segundo plano as medidas prometidas de reativação do setor. “A manutenção do Programa Minha Casa, Minha Vida, o lançamento de 25 novas privatizações, a promessa de retomar 1.600 obras públicas paralisadas e o estudo para elevar o valor dos imóveis financiáveis pelo FGTS constituem uma sinalização positiva”, comenta.

 

Emprego nas principais cidades do Vale do Paraíba

(julho de 2016)

Cidade Variação Mensal (%) Vagas Estoque em 31 de julho
São José dos Campos -0,59% -80 13.372
Jacareí -2,34% -46 1.916
Pindamonhangaba -2,44% -45 1.800
Taubaté -2,20% -106 4.714
Caraguatatuba +14,57% +243 1.911
Campos do Jordão -0,26% -1 386
Guaratinguetá +9,50% +220 2.573

 

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